Estou a perder-te aos poucos, meu amor. E tu fazes tanta falta à cor dos meus dias.
24 de agosto de 2011
22 de agosto de 2011
Madrid 2011
Bem, há duas semanas fiz uma interrupção nas minhas férias na Póvoa de Varzim para fazer uma visitinha a Madrid. Mais concretamente, no dia 8 de Agosto. Só tive oportunidade de vos mostrar as fotos agora e, portanto, vou fazê-lo. Apesar de ainda me faltarem algumas que, mais tarde, também as poderei postar.
Aqui está o estádio Santiago Bernabeu, que eu achei horrível por fora! Parece o interior de uma barragem ou coisa do género! Não há nada como o estádio do Dragão, não é? xb
Esta foto nem merece comentários, obviamente! xD
Achei o topo deste edifício simplesmente magnifico!
E pronto. Faltam as fotos do hotel RITZ onde reservei uma suite mas, azar do caraças, não desencantei nenhum madrileno que estivesse interessado em partilhar a suite comigo. Ainda liguei ao Gerard Piqué mas ele teve jogo no dia anterior e estava muito cansado. Disse-me que teria de ficar para uma próxima oportunidade!
AHAHAHAHAHAHAH
21 de agosto de 2011
A Cor dos Anjos#3
"Às vezes estou no café e levanto-me de repente, ergo a mão para te acenar quando tu entras. Então a rapariga verdadeira, que não és tu, franze o sobrolho, com um ar desconfiado, e eu vejo que aquele rosto não é o teu - embora, querida filha, tu fosses muito desconfiada. Muito crédula e muito desconfiada. Nunca chegaste a ter idade para o pacato meio termo. Desvio o olhar para o vazio, atrás da rapariga que já não és tu, e continuo a acenar, até que ela perceba que não estava a tentar meter conversa. Nos primeiros meses, quando eu corria para os braços dessas múltiplas mistificações de ti, elas acarinhavam-me: "Não, não sou eu, desculpe". Sorriam-me, tinham pena. Digam lá o que disserem, a pena é uma coisa boa. Tenho pena de ti, amor lindo, uma pena infelizmente muito intermitente, quase sempre mais pequena do que a raiva que tenho de mim mesmo. E a pena dos outros foi um grande conforto. Apaparicaram-me, levaram-me ao colo para a cadeira do psiquiatra. Até me arranjaram emprego. Evitaram cuidadosamente qualquer referência a filhos, em particular meninas. Agora já ninguém tem pena. Dizem-me que tenho que reagir, que a vida continua, que já lá vai um ano. Acham que estou a reagir bem, porque tomo todos os comprimidos que o shrink me impinge e trabalho que nem um louco, fins de semana incluídos. E engordei, o que é sempre um grande alivio para os amigos. Engordei porque carrego na dose de cerveja, e deixei de ter paciência para cozinhar. O rolo de carne que tu adoravas, os grelhados aromáticos que eu fazia quando tu não querias comer para não engordares., para que me serviriam agora? Vivo de fatias de pizza. Como já não ando a farejar namoros, nunca mais tive de fazer de conta que gosto de sushi. Nem tenho de me preocupar em olear os músculos no gym. A boa notícia é que já ninguém está preocupado comigo. A má notícia é exactamente a mesma. Caso eu tente falar de ti, um minuto que seja, cortam-me o pio. Dizem que já devia ter "feito o luto". Aparentemente, há um tempo certo para isso, e eu estava a pisar o risco. A tornar-me inconveniente. A ponto de chumbar, na opinião dos meus amigos. Depois de todo o apoio e carinho que me deram. Que ingrato, realmente. Todos acham que eu preciso de uma mulher. Há vinte e dois anos que vivo em Nova Iorque, e agora repararam que uma mulher faz sempre falta. Dantes, os homens invejavam-me os namoros ("não te cases, rapaz, não sejas parco") e as mulheres deles achavam que eu fazia bem em não te impor uma madrasta. Passavam a vida a gabar a minha relação excepcional contigo. Agora, pequenina, é como se tu nunca tivesses existido."
Continua...
A Cor dos Anjos, de Inês Pedrosa
12 de agosto de 2011
A Cor dos Anjos#2
"«Oh pá, da maneira que está o mundo... pelo menos a miúda não sofreu». Cães. Antes ladrassem. Antes me esquecessem, os que me querem consolar assim. Coitados. O que é que eu diria a um tipo que perdeu a filha? - e por sua culpa?
Porque fui eu o culpado, sim. Há um ano que o shrink anda a tentar convencer-me que não, mas por mais mortais encarpados que faça ao Froid, eu sei que tenho culpa. Pelo menos de não ter morrido contigo. Sim, ao menos que tivessemos morrido nos braços um do outro, ao menos que eu tivesse podido beijar-te, sussurrar-te que tudo aquilo era apenas um pesadelo, que daqui a pouco acordarias e tudo estaria bem, como quando tinhas seis anos e bastava contar-te uma história de palavras mágicas. Tu estavas a passar uns dias na casa de uma amiga, doruntown, e lembraste-te de ir matar saudades do pai. Matar saudades, caraças. E o esperto do pai tinha decidido ficar mais um bocado na cama com uma namorada, para aproveitar bem a alforria temporária. Sofrias tanto, por causa dos namorados. Mas eu sabia limpar-te as lágrimas. Levava-te ao colo até ao espelho, fazia-te rir, no fim já acreditavas que o azar era deles.
E quer o shrink que eu volte a namorar. Fácil de dizer. Encontro-te, dia após dia, hora a hora, em cada rapariga. Vou pela rua e vejo-te, todas as adolescentes de cabelo laranja ou lilás (mudavas muito de cabelo) se parecem contigo. O que é estranho, porque tu eras incomparável. A princípio gritava o teu nome. Cheguei a correr atrás delas, e agarrá-las. Agora continuo a ver-te, mas calo-me. Já sei que não podes ser tu - convenço-me de que não podes ser. Fui ao kinko's fotocopiar trezentos flyers com a tua cara, recortada de uma fotografia de férias, com os meus telefones por baixo, em números grandes. Passei dias a colar essas fotocópias pelas paredes da cidade. Nova Iorque estava coberta de fotocópias de sorrisos desaparecidos, com números de telefone garrafias. Durante semanas, que eu estiquei até ao Inverno, havia aquela esperança que tu estivesses em qualquer lado, que tivesses conseguido fugir de alguma maneira, por alguma escada esquecida."
Continua...
A Cor dos Anjos, de Inês Pedrosa
9 de agosto de 2011
A Cor dos Anjos#1
"No ano passado toda a gente teve a delicadeza de não me falar do Natal. O Frank e a Martha arrastaram-me para casa dos pais deles no Connecticut, e nem um cheiro a azezinho havia no ar. Ninguém falou em estrelas, pinheiros ou iluminações, não houve presentes, nem esses christmas carols que tu andavas sempre a cantarolar. Meu anjo. A televisão esteve sempre ligada num canal culinário. Evitaram cuidadosamente tudo o que tivesse um qualquer laivo de juventude, music videos, desportos radicais. Nos canais normais eles tinham medo que aparecesse, pela milionésima centésima vez, a imagem do avião a entrar pelas torres, entrevistas com as famílias dos sobreviventes, ou aqueles infindáveis debates em que tu me morres outra vez, submersa no horror abstracto dos números. E depois há sempre alguém, do outro lado da mesa dos debates, que interrompe para perguntar: "E quantas morreram no Chile, a 11 de Setembro de 1933? E na Palestina ocupada? E em Hiroxima? E em...". E nessa altura tua morte já nem é nada, tu nunca foste ninguém - só a filha felizarda de um emigrante português cheio de sorte. Uma jovem felizarda que numa bela manhã de Setembro teve o azar de entrar no sitio errado à hora errada."
Continua...
A Cor dos Anjos, de Inês Pedrosa
31 de julho de 2011
férias
Olá blogosfera.
Bem, amanhã vou de férias e só volto daqui a duas semanas. Finalmente. Preciso destas férias mais do que qualquer outra coisa.
Mas não se vão ver livres de mim, sempre que possível venho escrever qualquer coisa, nem que sejam umas frases bonitas dos livros que vou ler.
Vão ser umas boas férias, tenho certeza!
No entanto, sempre que vou de férias sinto-me mal por deixar tudo o que tenho cá. Mesmo sabendo que volte. Talvez seja porque poderia viver momentos cá que sei que não posso vivê-los lá ou então é o hábito de gostar da vida que tenho. Enfim!Bom, a quem vai de férias também, boas férias e portem-se mal ;)
E, como é óbvio, gosto muito de vocês!
Amêndoa
29 de julho de 2011
leituras para férias
Hoje entrei na biblioteca sozinha mas sai extremamente bem acompanhada. Vejam só o que trouxe comigo:


Como vou de férias por duas semanas e tenho de me manter ocupada, decidi abastecer-me bem e decidi-me por estes. E tenho outro.
Deste não sei o que esperar. Nunca ouvi falar nele e nem é meu. Mas veremos, não será tempo perdido mesmo que não seja um grande livro.
28 de julho de 2011
27 de julho de 2011
Desamor
"Fomos à Escócia e voltamos
Loucos por ficar a sós
Fomos mas nunca chegamos
A sair do meio de nós"
Loucos por ficar a sós
Fomos mas nunca chegamos
A sair do meio de nós"
26 de julho de 2011
Candidatura ao ensino superior
Bem, parece que estou destinada a mudanças de vida radicais. E obrigada a mentalizar-me do que me espera. Seja o que Deus quiser e o que a minha média permitir. -.-
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