26 de maio de 2011

coisas#1

sad song


"(...) If you need it
Something I can give
I know I'd help you if I can
If your honest and you say that you did
You know that I would give you my hand
Or a sad song
In a lonely place
I'll try to put a word in for you
Need a shoulder? well if that's the case
You know there's nothing I wouldn't do
(...) Don't throw it all away (...)"

25 de maio de 2011

a tua ausência


"Assim vou vivendo sem ti e sem procurar saber de ti. Mas sei de mim, sei do imenso vazio da tua falta que nada preenche nem faz esquecer."

24 de maio de 2011

20 de maio de 2011

No teu deserto #2


"E nós sempre ali, um ao lado do outro, todas as horas do dia, todos os dias, um a seguir ao outro. Às vezes calados durante horas, outras vezes à conversa durante horas - e as duas coisas eram boas, tanto o silêncio partilhado, como as conversas sobre tudo o que nos ocorria. Sempre ao teu lado e tu sempre ao meu lado. Sempre. Algumas vezes convidavam-me para viajar um dia ou parte dele noutro jipe, com outra companhia, outras conversas, uma distracção, para variar. Às vezes apetecia-me dizer que sim, mas depois olhava para ti, a arrumar as coisas no jipe antes de mais uma jornada de pista, trôpego de sono, exausto ainda o dia não tinha começado, e imaginava-te sozinho no jipe até ao pôr do Sol e não era capaz de te abandonar. Era como se te traísse. 
E agora eras tu que me abandonavas, que tinhas pressa de regressar à tua vida real - tão longe do deserto, tão longe do sonho, tão longe da nossa solidão a dois! Abandonavas-me assim, doente numa cama de hospital, como não se deve abandonar ninguém que nos ame, pois não? Foste-te embora, foram-se embora as outras visitas desse dia, uma enfermeira veio dar-me um remédio e mudar o frasco de soro, e eu fiquei sozinha, a pensar em ti e na tua visita. Através da janela do quarto, percebi que a tarde estava a acabar e que as luzes da cidade se iam já acendendo. Lá de fora vinha o ruído do trânsito ao fim do dia, um ruído de gente e automóveis apressados, gente que queria voltar para casa, onde estavam os que amavam ou os que se tinham habituado a amar, sem fazer demasiadas perguntas nem exigir nada mais do que esse amor tranquilo de todos os dias. É verdade que nunca quis ou nunca vivi para querer isso para mim. Queria mais, vê tu! Queria viver no limite todos os dias, queria que as coisas estivessem sempre a correr. Conhecer novas pessoas todo o tempo, sair, ir a discotecas, divertir-me todos os dias, sentir que podia seduzir todos à minha volta e brincar com isso. Mas agora, agora que a noite chegou e que fiquei sozinha, agora que te foste embora para a tua vida, agora que sei que também tu voltaste para uma casa onde tens alguém à tua espera, alguém que te ama, alguém que te dá paz, também a mim, de repente, me apetecia poder ir para casa e ter à minha espera alguém que me amasse. Não, não estou a dizer que queria que fosses tu. Não estou a dizer isso, estou a falar de alguém. Alguém sem nome.
Eu sei que algures, mais adiante na minha vida, hei-de encontrar quem esteja em casa à minha espera quando eu chegar. Sim, eu sei, está escrito, é sempre assim. Mas era agora que eu queria não sentir este vazio, não te sentir tão distante, tão longe do deserto. Queria só dar um sentido à nossa viagem. Já sei, já sei que nada dura para sempre - só as montanhas e os rios, meu sábio. Mas o que fomos nós um para o outro: apenas companheiros ocasionais de viagem? Com o tempo contado, com tudo previamente estabelecido e com prazo de validade previsto à partida? Foi só isso, diz-me, foi só isso o nosso encontro? Não ficou mais nada lá atrás, não deixámos nada de nós os dois no deserto que atravessámos?"
No teu deserto, Miguel Sousa Tavares

Revi-nos neste livro. Como se esta história fosse a nossa, como se tudo o que o autor escreve fosse o que eu senti e ainda sinto. E revi-me, a mim, nas palavras dele. Como já não me revia em nada há tanto tempo. Encontrei-me, encontrei os meus sentimentos no meio daquela imensidão de palavras. Agora tu partiste. Deixas-te-me sozinha aqui e assim, sem nada. Sem o teu amor e o teu carinho que tantas vezes me prometeste para sempre. Sem ti. Sem mim.
A única diferença é que no fim, no fim da nossa história, não morres tu... morro eu.




P.S: até domingo. Se Deus não quiser.

19 de maio de 2011

triste tarde de 5ª feira


Sono vs Psicologia

E o sono está, nitidamente, a ganhar! E com um avanço que já não sei se a Psicologia vai conseguir recuperar -.-

18 de maio de 2011

Dear Amêndoa #1


Olha lá, mas tu só sabes dormir? -.- dormes de tarde, dormes de noite, faltas às aulas porque ficas a dormir, ... que é que se passa contigo rapariga? Desde que começou o 3º período que não há uma semana que tu não faltes pelo menos a uma aula! A geografia, tudo bem, a stora não marca faltas! Mas a manhã toda e ainda por cima às disciplinas a que vais ter exames... Para não falar de que quando chegas a casa depois das aulas, em vez de ires estudar, vais dormir! E quando acordas já são horas de estar a jantar! Tu vê lá! Para a semana estou a ver que vais faltar outra vez, tendo em conta o fim-de-semana que te espera! Mas não podes! Não tarda nada estás enterrada em faltas! Vê se começas a ir para a cama mais cedo! Ok?!

Esta sou eu a falar para mim própria... Às vezes também preciso! xb e não! Não sei mesmo o que se passa comigo!

16 de maio de 2011

"No teu deserto" #1


"Cláudia, não precisas de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio."

15 de maio de 2011

horizontes de bruma



Da janela do quarto recordo com saudade o lugar e o dia que nos juntou. São escassas as recordações que tenho desse dia. Lembro-me, apenas, de estarmos a discutir o que haveria onde o horizonte parecia terminar. Hoje sei que o horizonte terminou muito antes de o termos conhecido. Muito antes de termos percorrido o caminho que nos levaria até ele. Muito antes de qualquer hipótese de uma discussão sobre o nosso horizonte, que nos levasse a conhecer esse horizonte. Que nos fizesse pedir desculpa simultâneamente. Para depois tu me ofereceres o teu ombro e eu me poder segurar nele. Para me fazer sentir a felicidade de te ter por perto, de te ter comigo e para mim. Para sentir as tuas mãos nas minhas e os teus dedos tocaram-me suavemente os fios do cabelo. Devo confessar-te que é mais forte a necessidade da tua presença do que a necessidade da tua distância que eu sei que me faria bem, mas que também sei que não a conseguiria suportar.
E, se dos acontecimentos pouco me recordo, das palavras lembro-me perfeitamente. Uma a uma. Cada uma com o seu significado. Hoje não valem nada, certamente, mas outrora foram o pão nosso de cada dia. Não só para mim mas também para ti. Ambos sabemos disso e apesar de não saber se te lembras das palavras, sei que te lembras dos momentos. E sei-o porque o ouvi da tua boca. E também porque acho que, apesar de tudo, não saberás esquecer todas estas coisas que nos aconteceram até hoje. Da pior à melhor. E espero, sinceramente, que também não saibas esquecer todas as que acontecerem de hoje em diante.


13 de maio de 2011

"No teu deserto" / "Ensaios de amor"

Ontem, já passava da meia noite e estava eu a ler o livro com o título "No teu deserto", do Miguel Sousa Tavares. Comprei-o no domingo passado e queria tanto lê-lo que 'arrumei' o "Memorial do Convento" para poder fazê-lo. E acabei por devorá-lo completamente! Tem excertos bonitos que provavelmente terão oportunidade de ler, mais tarde, aqui no horizontes. Não vou desvendar a história, como é óbvio. Mas posso adiantar que quando o acabei dei por mim lavada em lágrimas (sou tão sensível -.-) porque o livro acaba de uma forma triste, é um final que se avizinha logo desde o inicio (o autor faz questão de adiantar o final nas primeiras frases do livro), mas as palavras usadas pelo MST para o desfeche da história são comoventes. Acreditem.

E sendo eu tola como sou, quando acabei este comecei outro. 5 minutos após ler a última palavra do "No teu deserto" já tinha outro na mão e já estava a lê-lo incessantemente. "Ensaios de amor" de Alain de Botton, um livro que fiquei a conhecer através de um outro livro, "Onde reside o amor" da Margarida Rebelo Pinto, e que fiz questão de comprar há uns tempos. E então, ontem decidi tirá-lo da prateleira. Quando dei por mim era uma da manhã e lá estava eu, a ler o livro que me parece ser o livro mais filosófico que alguma vez li em todos estes anos de vida (como se eu já tivesse uns 80 anos xb). Até agora estou a gostar. O autor consegue, simultâneamente, contar uma história, reflectir sobre o amor e ter humor.

Enfim! Para além de ler e andar a dormir todas as tardes (não sei o que se passa comigo -.- durmo de noite e de dia, todos os dias), não tenho feito mais nada de jeito! Tenho de estudar mas a vontade é igual a 0!
Já agora, há bocado passou-se-me uma coisa qualquer pela cabeça que me fez eliminar o facebook e ir correr  (agora estou aqui toda desfeita porque depois de uma aula de educação física que me levou à exaustão ainda percorri a freguesia a uma velocidade louca! É como eu digo, ando doente! Só pode!).

Ah! Pus uma playlist no fundo da página, finalmente! Espero que gostem das músicas!