14 de julho de 2016

da dor

Eu escolhi-te. E escolhi-te para sempre. Para o resto da minha vida. E foste a escolha certa. Mesmo que não tenha dado certo. Vais viver em mim para sempre. Em mim, no meu corpo, na minha vida. Quantos anos infinitos vou demorar a esquecer o teu toque, o teu beijo? O teu perfume, o cheiro da tua pele? Quantos anos infinitos vou viver contigo cravado, tatuado no meu peito? Quantos 28 de julho vou desejar estar ao teu lado, a festejar, a celebrar o nosso amor? Quantos 1 de dezembro vou desejar repetir aquela noite? E em quantos aniversários meus só me vou lembrar de ti, da falta que me fazes, de quão incrivel seria se estivesses ali cmg, a ver-me crescer? Ainda sou tão pequenina.
Em quantas manhãs de inverno, de outono e de verão vais ser o meu primeiro pensamento ao acordar? Em quantas noites vou chorar a tua falta, a tua ausência? Quantas vezes vou sentir saudades da tua voz, da tua mensagem de boa noite e de bom dia, das tuas gargalhadas? Das tuas piadas parvas. Das nossas apostas em que ganhas sempre, sempre, sempre...
Infelizmente tudo o que te escrevo é em lágrimas. São perguntas sem resposta, sem devolução. Perguntas hipotéticas. Sem retorno.
Quantas noites vou passar sem dormir? Por mim, por ti, por nós. Em quantos sítios vou passar e ver a tua imagem? A tua silhueta perfeita, o teu cheiro, como se ainda estivesses ali comigo e eu pudesse simplesmente dar-te a mão e pudéssemos caminhar juntos, sonhar juntos.
Quantas vezes vou ouvir falar no teu nome e vou ser obrigada a dizer: ele não vem mais; já não está comigo. Mas está em mim. Ha tanto tempo. Desde setembro de 2014. Não está comigo, mas mora no meu coração. Apuderou-se dele. Para sempre.
Quantos luares vou passar a pensar em ti? Quantas noites de lua cheia, de lua nova, de quarto crescente, de quarto minguante? Quantas noites estreladas vou olhar pro céu e ver o teu rosto, a tua face. O teu cabelo sempre aprumado, penteado? A tua barba impecável, linda. Quantas vezes vou olhar-me no espelho e ver uma mulher que te pertence? Quantas vezes vou olhar-me no espelho e ver-te? Ver-te atrás de mim, com as mãos pousadas sobre a minha barriga, a beijar-me a face, a tocar-me as sardas?
Por quanto tempo vou sentir os teus lábios nos meus? Os teus beijos na testa, no pescoço, nas mãos? Quantas vezes vou desejar que voltes, que regresses, que me ames, que me beijes? Quantas vezes vou virar a esquina e desejar que estejas lá, à minha espera, seja o nascer do dia ou o por do sol. Quantas vezes vou chegar a casa é olhar em redor, na esperança de que estejas ali? ...
Em quantos dias dos namorados, sim porque desde que nos conhecemos que sempre nos cruzamos nesse dia, vou lembrar-me de ti? Da sorte que tive em ter-te? Do homem maravilhoso e magnífico que um dia pude chamar de meu. E tu, meu amor, quantas vezes vais lembra-te de mim e vais desejar puder chamar-me tua? Serei tua, sim. Serei tua. Tua para sempre. Podes sempre dizer que sou tua. Porque sou. Sou mesmo. Vais viver em mim. Para sempre.


Se me afastar de ti, se realmente o meu coração me permitir afastar de ti, não duvides, não duvides nunca, que só o fiz porque somos imortais. E vamos voltar sempre um ao outro. Nem que seja noutra vida, noutro sítio. Em Marte ou em Júpiter. Somos imortais e vamos voltar sempre um ao outro.

Quantos anos demorarei a esquecer o teu rosto?

Um beijo.

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