1 de junho de 2014

Futebol e jornalismo: duas paixões numa só

Fez um ano a 13 de janeiro que comecei a minha caminhada no mundo do jornalismo. Claro, iniciei-me com o futebol e, praticamente a meio da época, fiz o primeiro jogo (Martim-Bastuço Sto. Estêvão em juniores). Morri de medo. Nunca antes tinha sentido tanta responsabilidade. Fui fazendo, aqui e ali. Acabei a época com cerca de 20 jogos feitos. Tudo bem, época terminada, menos trabalho.
Pois bem, este ano foi diferente. Acompanhei desde o início tudo o que havia para acompanhar. 36 jogos. A partir de outubro somei à escrita a fotografia. Habituei-me a ir sozinha, coisa que antes nunca acontecia. Chuva, obrigação de tirar fotografias e ao mesmo tempo não deixar escapar à caneta os momentos mais importantes, e ninguém, ninguém, para me segurar no guarda-chuva. Raras eram as vezes em que um abrigo me garantia boa visão..
Frio! Ter de permanecer parada. Os pés a congelar, as mãos a congelar, o corpo todo a tremer e o cérebro a fritar. 'Naice'.
Nevoeiro. Quando não se via nada, nadinha, e eu sabia que o meu trabalho era apenas baseado na observação. Certo. Só mais um esforçozinho.
Sol. Um bom amigo, por vezes, e mau outras tantas. Ou me cegava, ou me aquecia, ou então fritava-me mesmo. Dass.

Muitas vezes me custou estar ali, exposta às condições climatéricas. Mas depois olhava para dentro de campo e percebia que, quando gostamos daquilo que fazemos, aguentamos tudo. Seja chuva, seja sol, seja o que for. Muitas vezes abdiquei de momentos com os meus amigos (e peço-lhes desculpa por isso, mas eles como ninguém sabem o quão importante isto é para mim), muitas vezes abdiquei de momentos com a minha família (mais um pedido de desculpas, mas tapado pelo orgulho). Mas convenci-me muitas vezes de que era ali que eu devia estar (e era). Convenci-me muitas vezes de que a vida nos dá oportunidades que temos de agarrar com tudo o que temos. E foi isso que aprendi a fazer. Deixei de me queixar. Deixei de me importar. Simplesmente ia. Pegava no papel, na caneta e na máquina fotográfica e dizia para mim mesma que ia ser feliz. E assim começou a ser. Jogo a jogo. Não é segredo para ninguém que adoro futebol, muito menos para mim, mas a partir de um certo momento comecei a perceber que não era só gostar. Sei lá. Às vezes era viver dele. Muitas outras, a maioria talvez, era senti-lo. Sentir a força que ele gere, a união que ele cria.
Não sei. Devo muito ao futebol. Devo muitos sorrisos ao futebol. Muitos momentos de alegria. Ao futebol e ao jornalismo.
Dada a época por terminada, já começo a sentir a falta de qualquer coisa. Gosto muito do verão, mas preciso que ele passe rápido.

A todos os que aparecem nas fotografias, com a vossa licença.










































1 comentário:

Andreia Morais disse...

Quando realmente fazemos as coisas com todo o nosso coração aprendemos a não nos queixar, a ver o lado bom de tudo, até o tempo inconstante deixa de ser problema. É claro que não é fácil, exige muita ginástica, muita capacidade de desenrasque, mas no fim compensa.
Adoro futebol desde miúda, por isso compreendo um bocadinho que sentes. E que o verão passe rápido para voltares a fazer o que mais gostas :)
As fotografias estão fantásticas, parabéns