3 de janeiro de 2013

prognósticos só no fim do jogo

Está na altura de falar do meu 2012. Em apenas apenas uma palavra diria que foi estrondoso. Foi o ano, sem dúvida. Dois mil e doze levou-me ao amor, ao prazer, à alegria, ao álcool, às grandes amizades, levou-me ao sudoeste e às queimas. 2012 levou-me além. Além dos mares nunca antes por mim navegados.
Conheci um grande amor, o maior amor, talvez. Ou, pelo menos, o mais incrivelmente inesquecível. 2012 trouxe os melhores amigos, os amigos para toda a vida. 2012 foram momentos e pessoas. Em 2012 estive bêbeda de quinta-feira a quinta-feira com pausa para descanso ao domingo. Em 2012 vivi a semana do caloiro como nunca vivi nada na minha vida. Tive a minha primeira queima, o meu batismo de praxe, uni-me ao melhor ano do melhor curso da UTAD. Em 2012 fui ao sudoeste ver os artistas que mais venero. Vi os Azeitonas três vezes e roubei uma toalha ao Marlon (vocalista) enquanto ele me roubava dois beijinhos. Em 2012 fui ver os Coldplay ao Dragão com a melhor companhia e hoje, 3 de janeiro de 2013, ainda choro de saudade desse dia em vi subir ao palco os proprietários mais poderosos da minha lista de músicas do iTunes. em 2012 fui à queima do Porto ver o senhor Aoki e prometi a mim mesma que em 2013 voltaria lá para apreciar melhor todo um recinto incrível que quase se parece com o parque da ponte em Braga na noite de São João. Em 2012 chateei-me com amigos de infância. Hoje, recuperei a amizade mais forte, as outras, eh pá, é com muita pena minha que enfrento tudo isto, mas o que é verdadeiro volta. O que não for, que fique bem longe. Afastei-me de pessoas cuja companhia era para mim como um 'filho'. Hoje, essa companhia alimentou os sorrisos dos meus últimos dias de 2012. Aluguei uma casa na cidade onde estudo com mais 3 coraçõess'zinhos lindos e cintilantes. Hoje, morro de saudades dessa casa, que deixei há duas semanas. Hoje, lembro-me dessa casa como o lar da amizade. A casa onde se respira alegria e estupidez. A casinha de quatro princesas à espera do príncipe. Se vier, será bem-vindo. Se não vier, manda f*der e bola para a frente! Hoje, essa casa tem uma parede forrada a jornais, tem um pinheiro de Natal enfeitado com os nossos nomes, tem um guarda-chuva com umas fitas penduradas que eu e a minha Joaninha voa voa extraímos (só porque alguém me disse que dizer roubar é feio) da noite da B-Global. Hoje, as paredes dessa casa escondem segredos e contam histórias. Hoje, as paredes dessa casa, devem chorar lágrimas de saudade.
Em 2012, vi a saúde da minha mãe em perigo. Vi a saúde do meu avô em perigo. Em 2012, vi toda a minha família temer o pior. Em 2012, chorei a ver ao longe o meu avô sozinho numa cama de hospital na noite de Natal e de ano novo. Em 2012, senti a dor de ter medo de perder alguém. 
Em 2012, criei laços de amizade com os meus primos. Em 2012, sofri por amor. Dei tudo. Dei tudo o que podia ter dado por uma relação que fui arrastando durante oito meses. Dei tudo e, no final, fiquei sem nada.
Em 2012, vi afastar-se duas das pessoas mais importantes na minha vida. Em 2012, estive muito perto e muito longe dessas mesmas pessoas.
Em 2012, voltei a Âncora. A minha praia. Em 2012, apaixonei-me inesperadamente. Em 2012, voltei a estar com o B Fachada. Em 2012, variei no estilo de músicas que ouvia. Em 2012, ganhei a oportunidade de colaborar com um jornal regional de Barcelos. Em 2012, ganhei mais uma paixão platónica. Em 2012, sorri entre os dentes enquanto disfarcei não saber que alguém me/nos estava a fotografar. Em 2012, tive um programa de rádio. Em 2012, afastei-me da minha vida religiosa. Em 2012, perdi ligações ao gj.
Em 2012, aprendi a aproveitar todos os momentos. Aprendi a lutar, aprendi a não me limitar a sonhar. Aprendi a concretizar. Aprendi a ter coragem.
Em 2012, fui feliz como nunca. Em 2012 conheci as melhores pessoas e mantive os melhores amigos. Em 2012, dei-me. Soube dar-me.
Em 2012 aprendi que ser voluntário é ser feliz. É estar realizado. Em 2012 realizei-me. Em 2012 vi-me nas asas do desejo de meio mundo. Em 2012 vi a minha auto-estima rebentar. Em 2012, também vi a minha auto-estima desaparecer.
Em 2012 conheci o P. Esse cavaleiro andante. Esse navegante da música e do futebol que neste momento está a dar cabo de mim. Esse pseudo-investigador sem mãos a medir que me faz tremer as pernas quando me sorri.

Em 2012, desejei que 2012 não acabasse.
Em 2012, vi crescer este cantinho. O horizontes.
Em 2012, vi o horizontes ser para mim um orgulho.

Meus amores, que o vosso 2013 seja para vocês um ano de muita alegria a saúde. Que não o deixem passar por vocês e envelhecer-vos a pele sem que vos marque da melhor forma. Sem que, quando se olharem ao espelho, possam sorrir e pensar que há marcas do tempo que valem a pena. Corações, muitos beijinhos

2 comentários:

Cath disse...

depois de ler isto, fiquei com vontade de fazer também um prognóstico, e acredita que foi no teu espacinho que percebi que 2012 não foi tão mau quanto eu julguei. obrigada.

CatarinaFerreira* disse...

Em 2013, quero que voltemos a ser o que éramos, e que nada nos afaste novamente.
amo-te muito irmã da minha vida (L)