23 de junho de 2012


As pernas cansadas. Quebradas. Estou sem forças. Suores frios. Ou quentes. Já não tenho sensibilidade. Perdi-a, por ai, entre tantos erros e desgostos e desilusões. A cabeça pesada. Quase a explodir. Não me mexo. Estou presa nesta cama que desconheço cada vez mais. Este antro de suor e dor. Que ninguém sabe as histórias que esconde. Os segredos e as lágrimas que tantas vezes absorveu. Esta cama, que me conhece melhor do que qualquer ser humano alguma vez me irá conhecer. É ela, agora, o meu único e fiel porto de abrigo.

1 comentário:

rita alves disse...

gostei muito do blog, segui :)