15 de maio de 2011

horizontes de bruma



Da janela do quarto recordo com saudade o lugar e o dia que nos juntou. São escassas as recordações que tenho desse dia. Lembro-me, apenas, de estarmos a discutir o que haveria onde o horizonte parecia terminar. Hoje sei que o horizonte terminou muito antes de o termos conhecido. Muito antes de termos percorrido o caminho que nos levaria até ele. Muito antes de qualquer hipótese de uma discussão sobre o nosso horizonte, que nos levasse a conhecer esse horizonte. Que nos fizesse pedir desculpa simultâneamente. Para depois tu me ofereceres o teu ombro e eu me poder segurar nele. Para me fazer sentir a felicidade de te ter por perto, de te ter comigo e para mim. Para sentir as tuas mãos nas minhas e os teus dedos tocaram-me suavemente os fios do cabelo. Devo confessar-te que é mais forte a necessidade da tua presença do que a necessidade da tua distância que eu sei que me faria bem, mas que também sei que não a conseguiria suportar.
E, se dos acontecimentos pouco me recordo, das palavras lembro-me perfeitamente. Uma a uma. Cada uma com o seu significado. Hoje não valem nada, certamente, mas outrora foram o pão nosso de cada dia. Não só para mim mas também para ti. Ambos sabemos disso e apesar de não saber se te lembras das palavras, sei que te lembras dos momentos. E sei-o porque o ouvi da tua boca. E também porque acho que, apesar de tudo, não saberás esquecer todas estas coisas que nos aconteceram até hoje. Da pior à melhor. E espero, sinceramente, que também não saibas esquecer todas as que acontecerem de hoje em diante.


13 comentários:

sofia coelho disse...

quem me dera conseguir adoptá-lo xb

sofia coelho disse...

pois, é a vida xb

Vera disse...

Nada comparado queridaa* (:

Vera disse...

e obrigado por seguires sigo também (:

sofia coelho disse...

é uma grande treta s:

Vera disse...

oh prontos são os dois bons (:

sofia coelho disse...

porque dizes isso? s:

Vanessa disse...

Gostei *

Cath disse...

podia ser real!

lara disse...

chega a arrepiar :s
apesar de ser inventado está muito bonito e se não escrevesses eu julgaria que era mesmo verdade

Cath disse...

daí o "espero que percebas"...
algo melhor acontecerá, espera para ver.

Cath disse...

não agradeças, não fiz nada. espero que me dês razão daqui a um tempo.

sofia coelho disse...

oh não digas isso, a vida é injusta sim, mas é preciosa (: