23 de agosto de 2010

e eu que não sei se sei onde estás, minha bússola

E eu, que vou passeando ociosamente, motivada por devaneios que outrora tomaram conta de mim como realidade e hoje voltam a possuir-me mas apenas como ficção. Eu que caminho sem rumo certo. Eu que não sei se me dirijo para norte ou se caminho para sul. Eu que não sei se um dia sonhei acordada ou se já vivi coisas que nem acredito. Eu que não sei se o meu passado é mesmo o meu passado ou se não se trata apenas de ilusões, pois não sei o que é feito das pessoas que dele fizeram parte. Eu que não sei se algum dia amei de verdade ou se foram paixões de menina adolescente. Eu que não sei se sei mesmo o que é o amor. Eu que não sei o porquê de não podermos permanecer na infância para a eternidade. Eu que não sei de onde vim. Eu que não sei onde estou. Eu que não conheço este mundo cruel, nem quero. Eu que não sei o que realmente custa a vida. Eu que não tenho nada. Eu que não tenho o que sempre desejei. Eu que me sinto perdida. Eu que me quero encontrar... Mas quem sou eu afinal? Quem!?
E tu, minha bússola, que é feito de ti? Quando virás ditar-me o norte? Anseio pela tua chegada desde que tomei consciência de que faço parte deste lugar a que os meus ante-passados deram o nome de Mundo. Por onde andas tu, minha bússola? Não me digas que te perdeste porque tu és uma bússola! E uma bússola nunca se perde, pois ela própria é a orientação de quem a possui! Já estiveste mais perto. Tão perto! Para onde foste agora? Quem te pediu orientação desta vez? Eu quero-te só para mim! Orienta-me no caminho e eu orientar-te-ei no amor! Queres melhor troca que esta? Eu não pediria mais! Eu só te quero a ti, minha bússola!
Ai se tu soubesses, querida bússola... Se tu soubesses! Não tens curiosidade? Há tanta coisa que posso ensinar-te... Vem aprender comigo. Juntos traçaremos o nosso destino. Seja para norte ou para sul, para este ou para oeste. Vamos para onde o vento nos levar e até onde o nosso amor sobreviver! E se formos fortes, se dermos as mãos com vontade e se nos desejarmos para lá daquilo que é possível, verás que não serão necessárias juras de amor eterno. Não precisamos delas para nada! Juntos podemos completar-nos! Sem precisarmos de nada nem ninguém! Ai se tu soubesses... Se tu soubesses, meu amor!

13 comentários:

V'Andreia disse...

Está lindo *

Mel disse...

está assim tão bonito?

JoanaaRochaa disse...

gostei :)

Érica Amorim disse...

sensação boa e ao mesmo tempo de tortura quando o nosso "norte" está em algo ou alguém

bjinho ótima semana

ti em mim disse...

espectacular (:

tens de encontrar essa bússola dentro de ti, no coração. deixa ser ele a guiar-te (:
e as juras de amor eterno não são necessárias, mas são boas de ouvir, não devia ser permitido dispensá-las!
ADORO a forma como escreves Napolitana =)

- joanaarochaa disse...

obrigada querida :')

Mafalda Marques disse...

De nada ^^

aluisio martins disse...

a lá Fernando Pessoa, tua prosa-poética.
alto nivel!!!
abs

Adriana disse...

adoro o teu blog;)**

Sara Martins disse...

lindo meu amor :)

Daniela disse...

Está tão bonito.

Danii disse...

Está tão lindo!
Adorei, estou a seguir :)

ti em mim disse...

e se não for para ser assim, de que serve começar a escrever uma história de amor?

adoro sim!