31 de março de 2010

esperança.

Foste embora. Saíste e deixas-te a porta aberta. Talvez por isso eu nunca tenha perdido a esperança. Encarei a porta aberta como um sinal de que irias voltar. Irias voltar igualmente de braços abertos. E de coração preparado para voltar a amar. Sempre pensei que voltarias. E voltarias melhor. Voltarias igual àquela pessoa que eu conheci e por quem me apaixonei. Mas afinal, porquê a porta aberta? Nunca te deste ao trabalho de a fechar. Nunca mais me deste uma explicação. E por isso eu entendi que puderias voltar e esperei. Saiste e não voltaste a trás. Não deixaste um sim nem um não e muito menos uma pergunta retórica que me deixasse a pensar: «Onde é que eu errei?» ou melhor «Será que eu errei?». Ainda hoje espero. Espero por ti. Ou por mais que não seja, pelo sim ou pelo não. Claro que perfiro o sim! Todos perferimos! Ouvir um sim é sempre melhor. A palavra 'sim' é entendida, na mioria dos casos, como algo postivo. Já o 'não' é precisamente o contrário. Mas se fôr 'não', não desistirei. Claro que irei chorar, claro que vou pensar em desistir e vai-me dar uma vontade tremenda de acabar com tudo, TUDO! Mas pelo menos puderei pensar que ouvi uma palavra vinda de ti, mesmo depois de teres ido embora. E talvez isso seja confortante, TALVEZ! Eu não quero desistir, apesar de pensar nisso várias vezes. Tenho curiosidade em relação ao meu destino. Sempre fui assim, curiosa. Demais, até. E talvez ainda não tenha desistido de uma vez por todas porque há algo, um sinal, por muito pequeno que seja, que me dá a entender que não é o fim. O dia em que saíste sem voltar a trás não foi o fim, talvez. E é isso que me conforta, mas me deixa simultaneamente angústiada. E daí vem a curiosidade do meu futuro. Penso em ti todos os dias, não a toda a hora porque se o fizesse de certeza que já terei cometido uma loucura. E também porque a minha vida não o permite. Não posso viver só de ti, se assim fosse não viveria, visto que não me pertences. Apenas o meu coração te pertence. Acredita que se eu tivesse direitos sobre ele evitaria todo este sofrimento que me tem atingido nos últimos 6 meses. E por outro lado a minha mente desperta para uma luz ao fundo do túnel, mas é tão pequena que quase não se vê. Não sei se essa luz se relaciona contigo ou com outra coisa qualquer. Talvez seja outra coisa qualquer, tendo em conta que estou cada vez mais longe de te conuquistar. Acredito que essa luz represente a minha felicidade. Uma felicidade que está longe. Bem longe! O que eu mais queria era viver essa felicidade contigo. Ter-te sempre aqui sem te largar. Olhar-te nos olhos e sentir que me amas tanto quanto eu te amo. Dava a vida por ti se te tivesse, sabes? Pois, não sabes. Não sabes porque não queres descobrir tudo aquilo que eu tenho para ti. Tudo o que eu te posso realmente dar. Estás interessado? Então, digo-te pelas últimas vezes, ainda espero por ti. E continuo disposta a perdoar-te. Sim, perdoar-te. O que sinto por ti é tão forte que, para já, é capaz de te perdoar e de esquecer todos os mal entendidos. Apagar as memórias da tua ansência e dar continuidade às recordações da existência de um nós. A existência não de dois seres, mas sim de um só ser.

4 comentários:

António disse...

Ás vezes temos de por um fim à esperança, para recomeçarmos de novo.
Um beijinho
António

sofia. disse...

oh, ou esperas mesmo por ele e podes ter a desilusão de não voltar ou a felicidade de seres feliz a seu lado, ou podes largar o medo e fechar a porta e seguires em frente.

está muito lindo*

Queu disse...

"Não posso viver só de ti"

Esta parte arrebatou-me +.+

sofia pinto disse...

de nada querida ! $:
podes dar-me o nome da musica do blog ? é tão linda *.*